sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sons & Imagens

Há períodos em que sinto uma mudança interna muito eficiente, mas as músicas não mudam. Passo a ouvir sempre os mesmos discos, numa discoteca afoita, de quem descobre frestas, janelas, portas, abismos nas canções. E para mim tudo fica muito mais intenso quando a música e o cinema se encontram.

Ano passado eu assisti dois filmes dos quais a trilha sonora entrou para minha lista de soundtracks queridinhas. “Apenas Uma Vez” (Once), um filme onde a música é atriz principal, dirigido por John Carney; e “Um Beijo Roubado” (My Blueberry Nights), belíssimo filme de Wong Kar Wai, tiveram suas trilhas sonoras tatuadas no meu benquerer musical.

“Apenas Uma Vez” eu assisti duas vezes e já coloquei na lista para repetir o feito. Do começo ao fim do filme a música é que rege as emoções pinceladas de dois compositores que encontram nela o fôlego para continuarem suas jornadas. É um filme que parece documentário e que conta com músicos sendo atores, e não o contrário, por isso as cenas em que os personagens tocam e cantam são profundas e felizes, já que se tratam de dois músicos muito talentosos: Glen Hansard, compositor e violonista integrante da banda irlandesa The Frames, e Markéta Irglová, compositora e pianista.




“Um Beijo Roubado”, diferente de “Apenas Uma Vez”, traz a música como backstage de histórias que se trançam até o desfecho alcançar os personagens Elizabeth (Norah Jones) e Jeremy (Jude Law). Mesmo assim, ela tem um espaço muito especial nessa história sobre perdas e descobertas, renascimento. Não é apenas a presença da compositora e pianista Norah Jones que nos leva a pensar na importância da música neste filme. Na verdade, ela se mostrou uma ótima atriz, e este foi seu papel, além de compor e interpretar uma das canções da trilha sonora do filme.



Há outros filmes nos quais a música nem sempre aparece somente como trilha sonora, mas acaba fazendo papel de coadjuvante e, às vezes, o principal. Ainda falarei sobre alguns deles aqui...


2 comentários:

André Felipe disse...

Adoro como entendemos o passado dos personagens de Apenas uma Vez através das músicas.

Carla Dias disse...

Pois é, André... A música pode ser uma ótima coadjuvante na vida das pessoas.