quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Séries para se pensar

Algumas séries têm como tema a inteligência, a percepção. Obviamente, às vezes baixa um MacGyver em certos personagens, e isso não faz sentido. MacGyver somente o Richard Dean Anderson, quem consegue dar credibilidade ao fazer o impossível com quase nada.

Lie To Me me agrada profundamente. Eu me propus a assisti-la, em primeiro lugar, por ser o Tim Roth o protagonista, e ele é um dos atores de cinema que mais me faz a cabeça. No filme A lenda do pianista do mar (The Legend of 1900/1999), Tim Roth apresentou, em minha opinião, uma das mais belas interpretações de sua carreira.

Em Lie To Me, Tim Roth interpreta o Dr. Cal Lightman, dono de uma empresa que conta com especialistas capazes de interpretar gestos e expressões, e de dizer se as pessoas estão mentindo ou não. Roth interpreta o Dr. Lightman de forma muito peculiar, com trejeitos que acentuam a genialidade do cientista, especialista em comportamento humano, assim como a estranheza que o homem causa aos outros.

A migração de atores de cinema para as telinhas da televisão tem sido frequente. Se em algum momento havia problemas para a indústria do entretenimento, os atores e o público aceitarem esse movimento, isso já não ocorre mais. É comum tê-los em papeis fixos ou como convidados, o que, acredito, só tem colaborado positivamente com as séries.

O público vem buscando certa perspicácia nos protagonistas de séries, assim como roteiros mais trabalhados. Não basta que o protagonista seja fisicamente atraente, porque se não souber atuar a coisa pode se complicar. Por exemplo, apesar de gostar muito de Joseph Fiennes, sou obrigada a concordar que ele estava completamente fora de tom na sua atuação em FlashForward. Infelizmente, a série foi cancelada sem ter a chance de o roteiro ser devidamente desenvolvido, tampouco de Fiennes encontrar seu ritmo de atuação, ele que teve ótimas atuações em filmes, entre eles o Círculo de Fogo (Enemy At The Gates/2001).

Com dosadas tiradas cômicas, Castle é das melhores. A ideia de colocar um famoso e rico escritor especializado em mistério para colaborar com a polícia é muito interessante, como se fosse o encontro da ficção com a realidade, especialmente porque é ele, Richard Castle (Nathan Fiollion), o personagem que dá certa leveza ao drama policial, especialmente quando se trata de sua queda pela agente Kate Beckett (Stana Katic), quem também inspirou a personagem de um dos romances de Castle.


The Mentalist conquistou o público pela história muito bem amarrada do seu protagonista, Patrick Jane, um homem com muita facilidiade em ‘ler’ as pessoas, que em determinado momento de sua vida se torna famoso, uma celebridade, ao se declarar médium e trabalhar nesta área. Mas quando Jane se mete com um serial killer, as coisas mudam. O serial killer mata a sua família e Jane assume que estava mentindo sobre ser médium, colocando a sua habilidade a serviço das autoridades da Califórnia. Entre casos resolvidos a cada episódio, a presença desse serial killer é constante, através da manifestação do mesmo, e também do desejo de vingança de Jane.

Porém, não apenas a trama é responsável pelo sucesso da serie. Simon Baker interpreta Patrick Jane de uma forma tão sedutora que a combinação da história com a sua atuação vem tornando a série cada vez mais conhecida.

Muitas séries que têm como ponto forte um roteiro bem escrito com atuações emblemáticas, o que as torna dignas de muitas temporadas. Dexter e Criminal Minds também fazem parte desta lista.

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