sexta-feira, 30 de julho de 2010

80 Anos de Villani-Côrtes

Na Livraria Cultura / Shopping Villa-Lobos
Abertura : 01 de agosto às 16h (concerto) e 17h30 (abertura da exposição)
A Mostra acontece durante a primeira semana de agosto e a exposição fica durante todo o mês (até 29 de agost )
entrada :... 1 kg de alimento não perecível

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quem é Thomas?

Publicado originalmente no site
Crônica do Dia, em  30/05/04



A tecnologia se transformou em uma espécie de fada-madrinha quando se trata de relacionamentos. Das salas de bate-papo para a webcam, e daí para o messenger com webcam! E este é um conhecimento parco de uma desligada dos termos e pretextos tecnológicos (eu) que, ainda ontem, cortou um dobrado pra descobrir como é esse negócio de messenger e emoticons.

Thomas até é um cara bacana e, sabe o que é mais interessante sobre ele? Thomas é irônico, assim como toda a trama da qual é personagem principal... Espera aí! Personagem principal que não aparece durante o filme? Pois é... 

Apaixonado Thomas (Thomas est amourex/2001) é uma voz falando coisas que mexem com o nosso senso crítico e também nos diverte. O fato de a câmera estar sempre posicionada como se fossem os olhos dele, faz com que tenhamos a sensação hilária de que sim, somos um bando de Thomas sendo "atendidos" através da tela de um computador, encarando bizarros personagens numa época em que o sexo é virtual, porém palpável, basta comprar a roupa própria, e pronto!, sexo seguro, sem toques mas com as devidas sensações, sem beijo molhado, mas com prazer. E se já temos o maracatu atômico, por que não providenciar um orgasmo cibernético?


Thomas (Benoît Verhaert) é um homem de 32 anos que, há oito, não sai de casa e lá ninguém entra. Sofrendo de agorafobia (medo de ficar em espaços abertos), cria o seu próprio mundo valendo-se da tecnologia de videofone para viabilizar tudo o que precisa. Porém, não se trata de um filme sobre aficionados por tecnologia de ponta. Ao contrário do que se pensa, nem sempre poder tudo é bom e a gente gosta, não quando é preciso pegar um atalho, se desfazer de algumas coisinhas que, enquanto são nossas, não parecem tão importantes assim. E o filme dirigido por Pierre-Paul Renders retrata um momento no qual terapeutas, mães, amantes, prostitutas, recepcionistas, advogados, todos resolvem tudo através do videofone. 


Thomas tem Clara, quem satisfaz o seu desejo por sexo. Uma pena é ela ser uma animação e o sexo conduzido por uma roupa cibernética. Aliás, é hilário quando Melodie, garota que Thomas conhece através de uma agência de encontros (o terapeuta dele o inscreve como uma forma de tirá-lo de casa) resolve fazer sexo com ele, depois de muito refletir a respeito da maneira adotada por Thomas, e vai à loja comprar a sua roupa, voltando feliz por ter assumido para a atendente que a roupa é para ela. Melodie cria vídeo-poemas e frequenta salas para suar. Thomas, sarcástico, questiona para que servem estas salas e ela responde o óbvio, sem qualquer sentido metafórico: para as pessoas suarem juntas. Futuramente, quem sabe, as saunas tenham essa conotação mística. O futuro tudo nos reserva...

Estaria tudo bem se Thomas não começasse a se sentir tão só, a ponto de gastar um bom tempo de bate-papo com o recepcionista da Clinique Domotique, com a qual ele entra em contato para providenciar o conserto do aspirador de pó.


Através de um serviço de prostitutas (olhe, escolha e leve), ele surpreende Eva chorando. Esta raspa de humanidade conquista Thomas, que se encanta por Eva e deposita nela a sua vontade de um relacionamento real, longe do universo cibernético e das garras da agorafobia. É Eva quem conduz Thomas para a porta da rua, negando as suas manobras tecnológicas para saciar a solidão dele.

Na verdade, Apaixonado Thomas é um filme que, por mais que aqueles que o assistiram comentem, não há como explicar o impacto. É preciso ser o espectador, sentir vontade de rever um trecho, ou se pegar incomodado por se achar parecido demais com Thomas. 

Poucos são os diretores que abordam temas sérios (afinal, a tecnologia do filme não está assim tão distante da atual) com ironia cômica e uma pitada de dramaticidade sem trair a si mesmo e criar uma boa porcaria cinematográfica. Pierre-Paul Renders soube como construir Apaixonado Thomas.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Batuka! Brasil chega a sua 12ª edição



QUANDO
: de 16 a 18 de julho
HORÁRIO: dia 16/07 às 20h, dias 17 e 18/07 às 17h
ONDE: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque do Ibirapuera, São Paulo/SP.
INGRESSOS: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Antecipados: www.ticketsforfun.com.br ou 11.4003 5588
ATRAÇÕES: Ramon Montagner Quarteto, John Riley (EUA) show com Chico Willcox (baixo) e Erik Escobar (piano), Fernando Amaro, Christiano Rocha & Banda, Dom Famularo (EUA), Concurso Nacional de Bateristas, Joshua Dekaney (EUA) & Convidados e Edu Ribeiro – Trio Corrente. Apresentação: Vera Figueiredo.
SITE OFICIAL: www.batukabrasil.com

O Batuka! Brasil foi idealizado pela baterista e compositora Vera Figueiredo (Vera Figueiredo Quarteto/Banda Altas Horas), e acontece na capital de São Paulo. Sua primeira edição foi apresentada em 1996 e, em 2009, a 11ª edição do festival aconteceu no Auditório Ibirapuera, importante reduto cultural brasileiro.
Em 2010, o Batuka! Brasil volta ao palco do Auditório Ibirapuera para a apresentação da 12ª edição do festival. Entre os bateristas estrangeiros que já passaram pelo Batuka! Brasil estão grandes nomes da música mundial, como Jim Chapin (1929-2009), Dave Weckl, Dom Famularo, Clayton Cameron, Zoro e Virgil Donati.
Desde a sua primeira edição, o Batuka! Brasil já recebeu ícones da música nacional, entre eles Zimbo Trio, Pedro Mariano, Caju e Castanha e Banda Mantiqueira, sempre destacando a importância desses artistas na construção da biografia cultural brasileira. Daniel Baeder, Cuca Teixeira, Paulo Zinner, Julio Cesar e João Barone também já passaram pelos palcos do festival.
Os convidados estrangeiros pontuam a diversidade que o brasileiro tanto aprecia. O intercâmbio cultural que ocorre durante a realização do festival é de grande valia aos estudantes de música e ao público em geral. Assim como a presença de artistas brasileiros intensifica o conhecimento sobre a origem da nossa música, os estrangeiros revelam suas próprias culturas e enriquecem nosso conhecimento. Tão importante quanto essa troca de informações que o festival promove é a boa música que ele recebe.
Com onze edições já realizadas e dois CDs oriundos do projeto, o Batuka! Brasil cumpre o papel de difusor da cultura brasileira e do intercâmbio cultural, reunindo em sua programação shows, workshops e performances. Devido ao valor cultural adquirido e por apostar na divulgação da música brasileira e do intercâmbio cultural, figura na lista mundial dos mais significativos festivais do gênero, ao lado do Montreal Drum Fest (Canadá) e Modern Drummer (EUA).
O Concurso Nacional de Bateristas - que faz parte da programação do festival - nasceu para revelar novos talentos da música e o tem feito com sucesso. Entre os vencedores estão bateristas como Rafael Barata (Edu Lobo/Angela Ro Ro), Igor Willcox (Família Lima) e Sandro Moreno (Zé Ramalho/Tete Espíndola). Em 2010, o vencedor foi Isaias Alves, de São Luis, Maranhão.


PROGRAMAÇÃO – BATUKA! BRASIL 2010


Sexta-feira, 16/07/10 a partir das 20h00

SHOW
Ramon Montagner Quarteto (Brasil)

SHOW
John Riley (Estados Unidos)
Convidados: Chico Willcox (baixo) e Erik Escobar (piano)

Sábado, 17/07/10 a partir das 17h

WORKSHOW
John Riley (Estados Unidos)

PERFORMANCE
Fernando Amaro (Brasil)

SHOW
Christiano Rocha & Banda (Brasil)

WORKSHOW
Dom Famularo (Estados Unidos)

Domingo, 18/07/10 a partir das 17h

CONCURSO
Concurso Nacional de Bateristas

WORKSHOW
Joshua Dekaney (Estados Unidos)

PERFORMANCE
Dom Famularo (Estados Unidos)

SHOW
Edu Ribeiro – Trio Corrente (Brasil)



Clique na imagem abaixo para conferir o flyer ampliado.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

The first cut is the deepest

Composta por Cat Stevens, The Firts Cut is The Deepest é uma canção que acho belíssima. Ela está no disco New Masters, de 1967.

Rod Stewart, Terence Tren't D'Arby, Sheryl Crow e James Morrison são alguns que regravaram essa canção. Gosto de todas as versões, inclusive dessa: