quarta-feira, 11 de julho de 2012

Uma das minhas pessoas preferidas: Selton Mello



Selton Mello é uma das minhas pessoas preferidas. A sua transição das novelas para o cinema foi um ganho e tanto para a cultura brasileira. Nada contra as novelas, aliás, eu sou noveleira assumida. E não que ele tenha abandonado a televisão, até porque algumas das melhores séries brasileiras têm sido protagonizadas por ele. Porém, a série está mais para o cinema do que para o folhetim.

O que venho observando com admiração é o crescimento dessa uma pessoa das minhas preferidas. Um ótimo ator ele já se mostrou em tantos anos de carreira. Há nele (personagem-pessoa ou pessoa-personagem?) uma melancolia que na comédia incrementa e no drama alimenta sutilezas, e tais entretons seduzem o espectador, dão credibilidade aos personagens. Só que Selton Mello é mais do que um ator de primeira. Ele também vem se mostrando um diretor com um olhar atento, capaz de contar histórias em uma cadência própria, aproximando o espectador do personagem.


Feliz Natal (2008), seu primeiro longa como diretor, mostrou o rumo que ele seguiria, a intimidade provocada entre espectador e personagens. O filme aborda a aproximação de Caio - belissimamente interpretado por Leonardo Medeiros – de sua família que mora na capital, após anos afastado por conta de um acontecimento que o levou a se mudar para o interior. Além do drama pessoal de Caio, que se esgueira pela culpa e pela sorte por ter sobrevivido a tal evento, o filme mergulha em questões familiares e em uma época em que as emoções se misturam e são mais intensas. A forma como essa história é contada nos faz sentir a densidade dessas emoções. Foi com este filme que conheci o Selton Mello diretor e gostei... Muito.


Além de ator e diretor, Selton também vem demonstrando sua habilidade como autor. Ele foi coroteirista de Feliz Natal e do poético O Palhaço (2011), ambos em parceria com Marcelo Vindicatto.

De volta para a televisão, ele atuará como diretor da Sessão de Terapia, série adaptada da israelense Be Tipul, que teve várias adaptações, sendo a mais conhecida a americana In Treatment, estrelada pelo talentoso Gabriel Byrne. A estreia da Sessão de Terapia está prevista para outubro.

O que me faz ter Selton Mello como uma das minhas pessoas preferidas - e olha que ainda não o assisti atuando em teatro - é o seu olhar transeunte. Seja como ator, autor ou diretor, ele sempre encontra a forma mais interessante de contar uma história. E eu espero pelo que virá.



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