segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A sorte está lançada



É fato que o tema ‘guerra’ gera ótimos filmes. Porém, não são todos que são bem produzidos, a ponto de não apenas gerarem uma ótima bilheteria, mas também conquistarem a credibilidade destinada somente aos filmes impecáveis, como Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola.

Há também os filmes que usam a guerra para introduzir uma história de amor, e isso é exatamente o que acontece em Um homem de sorte (The Lucky One/2012), dirigido por Scott Hicks. Obviamente, estamos falando de mais um filme baseado no livro de um inspirado criador de histórias de amor. Nicholas Sparks se tornou sinônimo de filmes dramáticos e românticos, mas sem apelar para o dramalhão e dando um bom rumo aos clichês que, todos nós sabemos, faz parte da realidade dos apaixonados. E o cinema descobriu que Nicholas Sparks escreve de um jeito para caber nas telas. 

Um homem de sorte é impecável em algo: na fotografia. Não há como não desejar estar naquele lugar, molhar os pés no lago, colocar as flores do jardim nos cabelos, brincar com os cães, morar na casa de Beth Clayton, sua avó e seu filho. Mas vamos começar pelo começo...



Zac Efron é um ator e músico que ficou famoso com a franquia High School Musical, e que vem se construindo como ator de cinema com muita graça. Em 2010, ele deu uma mostra de que leva o cinema a sério em A Morte e Vida de Charlie” (Charlie St. Cloud), de Burr Steers, um filme sobre um rapaz que perde o irmão em um trágico acidente e mantém contato com o espírito dele, o que o torna uma pessoa ensimesmada e esquisita. Em “Um homem de sorte” ele novamente interpreta uma alma atormentada, dessa vez como Logan Thibault, um fuzileiro que, em meio à guerra do Iraque, encontra a foto de uma mulher. A partir daí, ele escapa da morte algumas vezes e atribui àquela foto, àquela mulher, a sua sorte. Quando volta para casa, com problemas para se adaptar na casa da irmã, decide sair em busca de si e da mulher que tanto lhe beneficiou.


Logan encontra Beth (Taylor Schilling), a mulher da foto, em um canil, onde trabalha com a sua avó. Ele até tenta contar a ela, logo que chega, por que está ali, mas acaba não encontrando as palavras e acaba como empregado do canil, onde, ao bom estilo Sparks, um grande amor nascerá.

Um homem de sorte é um bom filme. Alguns momentos nos surpreendem, mas são somente alguns. E a real beleza do filme, repito, está na fotografia, que nos leva a acreditar que, em um lugar como aquele, não há como não nascer um grande amor.

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