terça-feira, 25 de março de 2014

PSI estreia em ótimo tom


A mente humana continua a ser o assunto mais sedutor em qualquer cenário. De como transformamos banalidades em alvos de celebração, atestamos ser o amor autor de atos de violência, travamos batalhas que nem são nossas em nome da empatia. Criamos e destruímos.

As séries de televisão tem sido uma boa vitrine para personagens que mergulham nas questões que permeiam aqueles que são atraídos pelos mistérios da mente, pelo questionamento constante. Alguns deles se tornam anti-heróis, uns amamos e outros odiamos com o maior amor do mundo.

No último domingo, estreou mais uma série que tem a mente como fio-condutor (ou cutucadora) oficial da trama. Criada por e com roteiro do psicanalista Contardo Calligaris, PSI aborda o universo do psicólogo-psiquiatra-psicanalista Carlo Antonini, principalmente o fora do consultório.

Carlo é interpretado por Emílio de Mello, que devo dizer, foi uma escolha pra lá de acertada. Durante os dois episódios de estreia, Emílio nos entregou um Carlo crível nas suas camadas, o homem inquieto e questionador, que acaba mergulhando nos problemas de seus pacientes, obviamente, quando as questões deles o intrigam. Um personagem com sua própria bagunça interior, que não se encaixa no politicamente correto.

PSI não é cria de Sessão de Terapia. As séries são distintas, apesar de começarem/acabarem nas mesmas locações: consultório e mente. Em PSI tudo é muito mais pessoal, que seu personagem principal é um temerário, o que quase sempre resulta em situações inusitadas, constrangedoras.


Para mim, PSI pagou promessa, antes mesmo de fazê-la. É prova de que, cercando-se de ótimos profissionais, conhecedores do tema, atores e atrizes que se arriscam em seus personagens, é possível criar algo que não subjugue o espectador com superficialidades. Já que inspirar a reflexão é sempre um bom começo de relacionamento.

Agora, é esperar pelos próximos episódios. Será um prazer contemplar Emílio construindo Carlo, e certamente desejo ver Jarbas Homem de Mello, de quem eu acompanho a carreira há um bom tempo, e quem aprecio profundamente como ator, aparecer novamente na série.

De saldo positivo, até agora, posso dizer que é bom ver séries brasileiras ganhando terreno com qualidade.




2 comentários:

sofia martínez disse...

É uma boa série vale a pena assistir, Psi é um programa que vale a pena ver pelo seu conteúdo, que é bastante divertido, mas também cativante.

Carla Dias disse...

Concordo com o cativante, Sofia. No divertido, posso dizer que gosto muito do humor do Carlo, de quem adora o sarcasmo e a ironia. Abraço!