quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Chroma: Music on the edge


No início dos anos 90, assisti ao vídeo, em VHS mesmo, do show Chroma – Music On The Edge. Meu conhecimento sobre a música instrumental ainda era parco, de iniciante de tudo, mas isso não evitou que eu me encantasse completamente por esse trabalho.

Chroma é um projeto que conta com músicos muito talentosos e benquistos no cenário da música instrumental: Jim Beard (piano/sintetizadores), Bob Berg (sax), Randy Brecker (trumpete), Mike Stern (guitarra), Jon Herington (guitarra/vocais), Mark Egan (baixo), Dennis Chambers (bateria), Mino Cinelu (percussão/vocais/vocoder), Mark Ledford (vocais/marimba/trumpete/teclados/percussão) e Cecilia Engelhart (backing vocals). Infelizmente, em 2002, Bob Berg sofreu um acidente de carro e faleceu.

Neste show estão músicos que passei a admirar profundamente ao conhecer mais da sua música. Mark Ledford tive o prazer de assistir no show do guitarrista Pat Matheny, aqui no Brasil, há alguns anos.

Depois de Chroma, tornei-me fã do guitarrista Mike Stern. Comprei CDs, assisti a outros shows em vídeo. Do baterista Dennis Chambers eu já conhecia a carreira e, claro, já tinha me apaixonado pela música dele há tempos.

Em 1994, através da empresa onde trabalho, colaborei com a produção do workshop de Mike Stern, aqui em São Paulo. Obviamente, senti-me com um sonho realizado. Além do mais, também produzimos o workshop com um baterista fantástico: Dave Weckl. Mais um sonho realizado.

Sonhos são bacanas, principalmente quando se realizam. Em 1998, produzimos show e workshops do Mike Stern Trio, contando com Dennis Chambers na bateria e Lincoln Goines no baixo.

Chroma ainda é referência de boa música para mim. Sempre assisto ao show, pensando em como este projeto elucidou a forma do fusion. O texto de Bill Milkowski inserido no vídeo e CD diz: Houve um tempo, há vinte anos ou mais, no qual a música tinha um limite. Ela foi possuída por um espírito renegado. Havia um elemento de perigo nisso. Correndo riscos, cruzando fronteiras, fazendo descobertas. Os próprios músicos não tinham um nome para este som híbrido. Eles apenas tocavam, deixando prevalecer a atitude de “vamos fazer algo diferente”. Era o Cream encontrando Coltrane. Era Jimi (Hendrix) tocando com Miles (Davis), jazzistas descobrindo a força do rock, roqueiros capturando o espírito do jazz. A isso se deu o nome de FUSION.

Sugiro aos que nunca assistiram este vídeo que o faça. Vale a viagem.

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