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A PRIMEIRA VEZ DE UM AO VIVO COM ROGÉRIO

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Conheci Rogério há pouco tempo, mas essa sou eu chegando atrasada, nada a ver com ele. Ainda em processo de reconhecer suas camadas, fui até lá, mas não somente eu. Muitos apareceram para o ao vivo.  Quando entrei na fila para encontrar Rogério, juntei-me aos que estavam ali para escutá-lo, e me dei conta do quanto as pessoas gostavam dele. Eu já sabia o que me agradava nele, mas e os outros? O que os agradava em Rogério? Falo sobre Rogério,  lançado pela Supercombo , em 2016. No dia 21 de janeiro, a banda se apresentou na Casa Rockambole, em São Paulo, com duas sessões de Tocando Rogério esgotadas. No repertório, as músicas do álbum, tocadas na ordem, e algumas extras, porque o público queria mais, e a banda, estava claro, queria o mesmo: Maremotos , Amianto , Piloto automático e Aos poucos . © divulgação Foi a primeira apresentação exclusivamente da Supercombo que assisti. O desejo já existia há algum tempo, porque eu vinha escutando os seus discos e gostando cada vez mais da músi

PEG PAG alfineta a acomodação

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Sou leitora dos livros de Alonso Alvarez há muitas publicações. Comecei a presentear meus sobrinhos com suas obras e acabei cativada pelas histórias criadas pelo escritor e editor.  Depois de anos acompanhando sua trajetória como autor de histórias infantis e juvenis, Alonso publicou, em 2022, seu primeiro romance adulto. PEG PAG conta a história de Rubem Glück, personagem criado com referências do próprio Alonso: escritor de literatura juvenil, incapaz de criar vilões em suas histórias. A apresentação remete às tramas já criadas pelo autor, ainda assim, a obra traz um personagem catalisador de situações muito mais complexas do que as enfrentadas por aqueles que se aventuram em sua literatura infantil e juvenil. Penso em Rubem como um ponto de convergência entre as divergências. Na literatura, ele é reconhecido e celebrado. Na vida pessoal, lida com um transtorno que teme ser descoberto: incapaz de fazer as próprias compras, rouba os carrinhos de outros clientes quando eles se distrae

O plano do tomate Tomé | Leveza ao abordar o bullying

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A escola é uma escola. Além das matérias que estudamos, é lá que aprendemos a nos tornar grande parte de quem seremos para o resto das nossas vidas.   Se você é dos que tiveram boa sorte, ou dos que apenas foram capazes de passar despercebidos e não se tornaram alvo daqueles que, além da matéria, ensinavam a alguns a se sentirem menos do que eles, fico feliz por você. Ninguém deveria ser alvo dos valentões, na escola ou na vida. Mas já sabemos como funciona: os valentões fazem escola. Posso dizer, experiente que sou no assunto, que eu adoraria ter lido um livro como o da escritora Soraya Jordão nos meus primeiros anos na escola. A psicóloga tem atendido muitas crianças em seu consultório e sabe como os desafios vividos nas salas de aula e pátios podem ser difíceis de encarar para os pequenos. Com a pandemia, muitos deles deixaram de se consultar e a forma que Soraya encontrou de continuar a alcançá-los e ajudá-los foi escrevendo O plano do tomate Tomé .  O que um tomate tem a ver com o

Personagens | dois filmes para conferir

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Resumindo: eu adoro filmes . Passei da fase de apenas assisti-los para enxergar a mim como um dos personagens. Sempre os mais esquisitos. Então, a fase que não quer me largar: escrever para um filme. Sim, eu tenho tentado. A cada romance – publiquei quatro e escrevi sete – vou aperfeiçoando a minha prosa como se escrevesse cenas de um filme. Elas passam na minha mente e eu as transcrevo, depois reescrevo... reescrevo... corto aqui e ali... leio em voz alta... reescrevo... Eu sou uma escritora apegada aos personagens. Meus romances carecem de descrições físicas, do ambiente, do figurino, o que não ajuda muito quando o assunto é filmes, também porque eu adoraria fazer tudo: escrever, dirigir, produzir. Sonhar é permitido, certo?  Com a pandemia, aquela lista de indicações que mantenho sempre atualizada – já atualizei de novo e quem tem o link pode conferir lá... sabe onde, né? − vem crescendo muito. Assistir filmes, séries e documentários se tornou o programa de todos os dias. Não tenho

7 filmes | direto dos anos 1990

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ASSUMINDO A INDICADORA Tornei-me indicadora de livros, discos, filmes e séries, mas sem intenção, atendendo aos pedidos de amigos que sabiam do meu gosto pelo assunto.  Com o passar do tempo, comecei a escrever sobre os temas e incluí shows musicais e espetáculos de teatro na lista. Assim nasceu o Talhe , um exercício para a minha escrita e uma lista aberta de indicações. Há muitas pessoas escrevendo críticas bem embasadas sobre a diversidade de assuntos que o cenário cultural oferece. Não escrevo críticas, mas um relato sobre o que me agrada. Por sorte, às vezes acontece de outras pessoas aceitarem a indicação, conferirem o livro, disco, filme, série, show ou peça de teatro e até gostarem de conhecer algo novo, que, por conta própria, não escolheriam conhecer. Também acontece de não gostarem e tudo bem. A troca é o que vale, até porque eu adoro oferecer indicações, mas também as aceito de bom grado. SOBRE FILMES Desta vez, falarei sobre 7 filmes lançados nos anos 1990, que fizeram a

O Autor | Quando desejar não é suficiente

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Quem é o autor? Em  O autor  (El autor/2017), o desejo de se tornar um escritor de obras de valor literário inquestionável se opõe à possibilidade de alcançar o título de autor de best-seller. O desejo é legítimo, mas há um problema: a falta de criatividade. Álvaro ( Javier Gutiérrez ) trabalha em um escritório contábil, lidando com a burocracia e uma realidade monótona. Enquanto isso, sua esposa desfruta do prêmio que recebeu pelo livro que escreveu. Ele a apoia, mas considera uma obra ruim, sem qualquer valor para o cenário literário.  Após descobrir a traição da esposa, Álvaro muda de casa e assume sua paixão pela literatura, comprometendo-se a trazer ao mundo uma obra digna de ser celebrada, independentemente de prêmios. Ele não quer ser autor de best-seller, mas sim de um romance que seja dos melhores já escritos. Quando falta criatividade e sobra realidade Juan (Antonio de la Torre) é professor do curso de escrita frequentado por Álvaro. Ele não acredita no talento do a

Rosa e Momo

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Sophia Loren e Ibrahima Gueye em uma parceria primorosa Sophia Loren, musa do cinema italiano e mundial, decidiu voltar em um projeto especial, após mais de uma década de afastamento. Rosa e Momo (La vita davanti a sé/2020) ganhou de imediato os expectadores. Uma produção da Netflix, o filme conta com direção de Edoardo Ponti, filho da atriz.  Não é a primeira vez que mãe e filho trabalham juntos. Ele escreveu e dirigiu Desejo de liberdade (Between Strangers/2002), do qual também participam Mira Sorvino, Gérard Depardieu e Malcolm McDowell. Rosa e Momo conta com roteiro de Ugo Chiti e Edoardo Ponti, e com a colaboração de Fabio Natale. É baseado no romance A vida pela frente , de Émile Ajar (pseudônimo de Romain Gary), lançado em 1975. Como costuma acontecer nas adaptações, o filme sofreu algumas mudanças, entre elas, a de país. No livro, a trama se passa na França, já no filme, é na Itália. Um encontro afetivo no terreno das adversidades ©Netflix | Divulgação Momo (Ibrahima Gueye