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O Autor | Quando desejar não é suficiente

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Quem é o autor? Em  O autor  (El autor/2017), o desejo de se tornar um escritor de obras de valor literário inquestionável se opõe à possibilidade de alcançar o título de autor de best-seller. O desejo é legítimo, mas há um problema: a falta de criatividade. Álvaro ( Javier Gutiérrez ) trabalha em um escritório contábil, lidando com a burocracia e uma realidade monótona. Enquanto isso, sua esposa desfruta do prêmio que recebeu pelo livro que escreveu. Ele a apoia, mas considera uma obra ruim, sem qualquer valor para o cenário literário.  Após descobrir a traição da esposa, Álvaro muda de casa e assume sua paixão pela literatura, comprometendo-se a trazer ao mundo uma obra digna de ser celebrada, independentemente de prêmios. Ele não quer ser autor de best-seller, mas sim de um romance que seja dos melhores já escritos. Quando falta criatividade e sobra realidade Juan (Antonio de la Torre) é professor do curso de escrita frequentado por Álvaro. Ele não acredita no talento do a

Rosa e Momo

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Sophia Loren e Ibrahima Gueye em uma parceria primorosa Sophia Loren, musa do cinema italiano e mundial, decidiu voltar em um projeto especial, após mais de uma década de afastamento. Rosa e Momo (La vita davanti a sé/2020) ganhou de imediato os expectadores. Uma produção da Netflix, o filme conta com direção de Edoardo Ponti, filho da atriz.  Não é a primeira vez que mãe e filho trabalham juntos. Ele escreveu e dirigiu Desejo de liberdade (Between Strangers/2002), do qual também participam Mira Sorvino, Gérard Depardieu e Malcolm McDowell. Rosa e Momo conta com roteiro de Ugo Chiti e Edoardo Ponti, e com a colaboração de Fabio Natale. É baseado no romance A vida pela frente , de Émile Ajar (pseudônimo de Romain Gary), lançado em 1975. Como costuma acontecer nas adaptações, o filme sofreu algumas mudanças, entre elas, a de país. No livro, a trama se passa na França, já no filme, é na Itália. Um encontro afetivo no terreno das adversidades ©Netflix | Divulgação Momo (Ibrahima Gueye

Do vinho ao escrito

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Neste ano, recebi um convite para redigir textos de duas sessões do site A Lenda Portuguesa , vinho de origem portuguesa, que já começou sua história aqui no Brasil. Aceitei, com a maior felicidade, porque foi meu primeiro trabalho oficial como redatora, depois de eu decidir que esse era um caminho que eu gostaria de seguir. E porque pediram para eu ser algo que, geralmente, não se permite ser em textos comerciais. Liberaram a poesia. Mais do que isso, pediram por ela. Ao começar a trabalhar na pesquisa para elaborar aqueles textos, eu entendi a necessidade da poesia. Peguei-me completamente apaixonada pela linguagem usada para descrever as regiões do Alentejo e do Minho, onde esses vinhos são criados, feito obra de arte mesmo. São tantas etapas que pedem por um cuidado que se dedica somente ao que é trazido à vida para celebrar deleite e acompanhar histórias. Pense na bebida como um condutor de longas conversas. O café tem feito esse papel, na minha rotina. Porém, o vinho também está

Minha lista pessoal | Dicas de filmes e séries

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Olá! Essa é uma lista de filmes, séries e documentários que assisti e dos quais gostei, disponíveis no Netflix e na Amazon Prime. Como há frequentes atualizações de catálogo, pode acontecer de um e outro título já não estar mais disponível. Espero que vocês encontrem algo do qual gostem, até porque há uma grande variedade de assuntos nessa lista. Lembrando que se trata disso mesmo: gosto. Aproveitem as dicas que cabem no gosto de vocês.  NETFLIX | FILMES 10 jours en or 5 Flights Up A Hologram for the King A menina índigo Aloha American Son Big eyes Blackway Blue Jay Children of Men Christine Collateral Beauty Damascus Cover Definitely Maybe Dolemite is my name Dumplin’ Easy A Fractured Fundamentals of Caring Genius Gone Girl Hacksaw Ridge I am Sam Identity Thief Intern Le Grand Bain Les Chaises Musicales Like Father Limitless Lion Little Boxes Love Bones Martian Child Mary Shelley Meet Joe Black Music and lyrics O Filme da Minha Vida Only You Other people Our Kind of Traitor Our Soul a

Uma janela para a lua | Encontro entre a razão e o delírio

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Não raro, minha memória busca, em seu baú, completamente desorganizado, eu admito, um dos momentos que me fizeram refletir a respeito da vida, do meu papel nela. Pode parecer bobagem para muitos, mas sim, eu sou suscetível ao que livros, filmes, pinturas, fotografias e música me entregam. Sou suscetível à arte como sou à realidade e ao que algumas pessoas dizem, nem sempre para mim, e que me cabe e me ensina algo a respeito delas e sobre mim. Então, que a minha memória deu uma volta a um ontem que aconteceu há mais de duas décadas, quando eu ainda gastava tempo na videolocadora... e adorava. Acordei com a lembrança dessa cena, e antes mesmo de me espreguiçar, fui tomada pela história toda. É apenas um filme. Um apenas repleto de nuances, que, mais para o final dos anos 1990, permitiu-me mergulhar em um universo que me fascina e me causa espanto e pânico. Se há algo que me mete medo é perder a capacidade de pensar. Com todo o resto eu lidaria, mas como seria perder-se na próp

Push Up | Profissional e pessoal

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  Em 2006, assisti ao espetáculo que mudou a forma como eu encarava o teatro. Querido Mundo (clique e leia) , de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, contava com dois atores pelos quais tenho profunda admiração: Maximiliana Reis e Jarbas Homem de Mello. Foi ali que me apaixonei pelo teatro. Foi ali que me atrevi a aceitar o desejo de, quem sabe um dia, ser capaz de escrever uma história que se acomode em um palco. E o palco... O que mais me encanta sobre o palco é ele caber em qualquer espaço, em qualquer formato. Reúna pessoas capazes de contar histórias, de vestir personagens, de tocar instrumentos musicais e lá está: o palco a abarcar espetáculo. Em 2013, fui convidada para assistir TOC TOC (clique e leia) , de Laurent Baffie, com direção de Alexandre Reinecke. João Bourbonnais, um dos atores do espetáculo, leu um texto meu, sobre o Conexão Marilyn Monroe (clique e leia) , escrito e dirigido por Reinecke. Minha admiraçãopor Bourbonnais, despertada durante o 

Dave Matthews Band | Que show foi aquele?

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Música é importante para mim. Mesmo quando as pessoas insistem em colocá-la no patamar de mero entretenimento. Às vezes, é apenas isso mesmo. Na maior parte do tempo, ao menos para mim, é muito mais. Foi com a música que aprendi a escrever poemas. Com ela, aprendi que uma ótima forma de aprender é ensinar. Foi a música que me ensinou a lidar com as pessoas, que me apresentou a bateria, para a qual eu voltei, depois de quase duas décadas. Ela guia o meu trabalho há quase trinta anos.  Posso dizer que a música inspira em mim as melhores ousadias.  Quem não tem uma banda, da qual gosta, que faz diferença, não? Temos vários artistas, na verdade. Vários músicos, compositores, intérpretes que nos enchem de alegria, porque fazem música. Por conta do meu trabalho, tive a sorte de conhecer alguns dos meus ídolos, e outros que não eram, mas se tornaram meus ídolos. Há algo que sempre permanece, quando se trata desse meu afeto pelo artista: admiração pela obra e pela forma como ele cu