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Mostrando postagens de Março, 2009

O operário | A insônia como protagonista

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Pedi indicação de filme para sair um pouco da lista de desejos cinematográficos pessoal. O atendente da locadora disse que era bom, que não tinha a ver com o Batman . Eu, particularmente, lembro-me dele, com certa nostalgia e admiração, como o garoto Jim Graham do belíssimo Império do Sol (Empire of the Sun – 1987), dirigido por Steven Spielberg . Christian Bale , naquela época, já tinha esse olhar de quem enxerga além e, vez ou outra, vira a gente do avesso. Obviamente, sua biografia – assim como a nossa - vem sendo construída com o tempo. Porém, apesar do que é divulgado sobre sua vida pessoal, não há como revogar o mérito que lhe cabe por ser um ator capaz de encarar desafios, vide o inefável Patrick Bateman de Psicopata Americano (American Psycho – 2000) . O filme que o atendente da locadora me indicou me reservaria outras surpresas. Eu gosto do Christian Bale , mas nunca acompanhei atentamente sua carreira, o que me levou a assistir O Operário (The Machinist – 2004) somente ano

Querido Mundo

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Lembro-me bem da primeira vez em que assisti ao espetáculo Querido Mundo . Foi num sábado, na companhia e a convite de um casal de amigos, no Teatro Gazeta, em São Paulo. Dia 08 de abril de 2006. Até esse dia, eu assistira apenas a dois espetáculos teatrais na minha vida. Um deles foi na época ginásio, para um trabalho de escola. Era uma peça com o Antonio Fagundes , mas não me lembro do conteúdo, tampouco do título. Acho que, nesse dia, eu estava distraída demais para as revelações. O outro foi Oeste , com Fábio Assunção e Otávio Muller . Enfim, eu era uma analfabeta no assunto. Fato é que esse primeiro passeio meu pelo Querido Mundo de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa , tão belamente construído por Maximiliana Reis e Jarbas Homem de Mello , e dirigido por Rubens Ewald Filho , foi o meu despertar para a arte de se contar histórias no teatro. Desde então, minha atenção a essa linguagem artística é outra, muito mais aguçada, assanhada até, assim como a curiosidade sobre a

Enquanto Betty não vem...

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Há filmes que não saem da nossa cabeça, mesmo com o passar dos anos, até mesmo das décadas. Alguns deles sequer frequentaram as passarelas das salas de cinema, nem mesmo caíram no gosto popular. Alguns os definem Cult, e eles acabam nas seções de Arte das locadoras. Particularmente, eu sempre questionei o que leva um filme a ser de Arte, já que considero arte o fazer cinema. Recebi muitas respostas e nenhuma me convenceu: baixo orçamento, europeu, ninguém entende, com temas pesados, lento demais, esquisito, e por aí vai. Foi em uma prateleirinha dessas ditas de Arte que conheci muitos dos filmes que tenho como ‘de cabeceira’ e que, acredito completamente, poderiam desfilar em qualquer das prateleiras sem fazer feio. Uma pena que um rótulo mistifique essas obras que, ao contrário do que pregam desinformados atendentes de locadoras, podem apresentar ao cinéfilo em construção um universo de linguagem plural, ao invés de contadores de bilheterias. No começo dos anos 90, ouvi falar m