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A poesia melancólica e reveladora de O quarto de Jack

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Cena do filme O quarto de Jack | Foto © George Kraychyk Eu sei que a maioria de vocês já assistiu ao filme e foi há um bom tempo. Ele foi lançado em 2015. Talvez, muitos de vocês não se lembrem claramente do filme, o que é justificável, já que há muita coisa acontecendo e estamos todos ligados a elas: cinema, questões pessoais, música, trabalho, literatura, injustiças, fotografia, violência, artes plásticas, telejornal, celebrações, memes, superações, perdas e por aí vai. Desde seu lançamento, eu vinha evitando me encontrar com esse filme. Não é raro acontecer de eu me demorar em um desejo. Na verdade, sempre que me demoro em um desejo, é porque algo me diz que esse tempo é uma espera que tem seu valor. Raramente eu me engano nesse aspecto.  O quarto de Jack (Room) é um daqueles filmes em que a tristeza profunda é de beleza insana. Quando uma ação horrível é encarada da melhor forma possível e essa forma é dura, porém poética, o que me faz lembrar de um amigo que me con