quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Allison DuBois - Medium

Ela não é apenas uma personagem de série de televisão interpretada pela talentosa Patricia Arquette. Baseada na vida de Alisson DuBois, Medium é uma das séries mais interessantes e assistidas.

Para quem não sabe como a verdadeira Alisson descobriu e desenvolveu seu talento para ver e ouvir os mortos, pode conferir o livro Não é preciso dizer adeus, de sua autoria, onde ela narra suas primeiras experiências e o processo de compreensão deste dom.

A leitura flui, a linguagem é simples, e assim podemos compreender melhor o trabalho que Allison DuBois vem fazendo, entre vivos e mortos.


Medium - elenco da série

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

LIFE - uma série para se levar a sério

Enquanto zapeava, freneticamente, depois de desistir de assistir um filme na TV a cabo que não estava me agradando em nada, fui fisgada pela cena e me detive nela por algum tempo.

Não conhecia, jamais ouvira falar a respeito. Ainda que seja frequentadora de sites sobre séries, costumo me aprofundar naquelas que estou acompanhando, por pura necessidade de coordenar o tempo disponível para esse meu gosto, combinado ao fascínio pelo cinema.

Apenas alguns minutos e saí de cena, pulando para outro canal e decidida a conferir do piloto ao último episódio transmitido pela TV. Bastaram alguns diálogos, uma breve idéia do tom, do ritmo da série, e estava decidida a embarcar nessa jornada. Pronta para entrar, de mala e cuia, no universo do detetive Crews.


Life estreou no Brasil em setembro de 2008, no canal AXN. É uma produção da NBC e seu criador é Rand Ravich, diretor e roteirista do excelente “Enigma do Espaço” (The Astronauta’s Wife / 1999), com Johnny Depp e Charlize Theron.

A série conta a história de Charlie Crews (Damian Lewis), um policial que passou doze anos na prisão por um homicídio triplo, libertado ao ser comprovada sua inocência. A trajetória dele na prisão é apenas pincelada pelo o que lembra depoimentos para um documentário, no qual amigos e a esposa, que não acreditaram na inocência dele, assim como a advogada que o tirou da prisão, falam sobre essa condenação equivocada e a libertação de Crews. O detalhe crucial está no fato de que as três pessoas assassinadas, um casal e seu filho, eram amigos próximos de Crews e sua esposa.

Na prisão, Crews sofreu a violência que bandidos dedicam aos policiais condenados. Suportou sua nada breve estadia em Pelicano Bay (prisão localizada em Los Angeles, EUA), adotou a filosofia zen e aguentou até que sua inocência fosse provada. Fora da prisão, tornou-se milionário por conta da indenização que recebeu e exigiu voltar para a polícia, sendo reintegrado como detetive e a contragosto de muitos.

Divorciado, enquanto estava preso e por gosto da esposa, Crews tem de lidar com o fato de ela estar casada com outra pessoa. As cenas em que eles se encontram são sempre recheadas de tiradas muito eficazes no quesito desestruturar as certezas dela e afoguear o desejo dele por ela. Mas não pensem que o detetive passa seu tempo somente remoendo esse amor do passado. Na verdade, as mulheres estão sempre por perto de Crews, seduzidas pelo seu charme ou por ele ser um novo-milionário.

Há também, no cenário sentimental, a paixão que a advogada Constance Griffiths (Brooke Langton), quem provou a inocência de Crews, nutre por ele.

Numa tentativa de tirar qualquer credibilidade de Crews como policial e que ele deixe o departamento, Dani Reese (Sarah Sahi) é escalada pela tenente Karen Davis (Robin Weigert) como parceira dele, com expressas ordens de delatar qualquer passo em falso dado por Crews. Davis é substituída pelo capitão Kevin Tidwell (Donal Logue), uma figura que pontua o humor de Crews e o mau humor de Reese.

Crews é um personagem com métodos nem sempre convencionais quando se trata de solucionar crimes. A busca pela verdade sobre sua prisão, e pela evolução espiritual, garante um tempero dos bons à série. Além do mais, os crimes resolvidos por Crews e Reese conduzem ao que mais de interessante há na série: as características e a história pessoal desses personagens.

Damian é perfeito ao expor um Crews que se apegou à filosofia zen para sobreviver na prisão e tenta, às vezes arduamente, aplicá-la às situações cotidianas, mas sempre com um humor irreverente. É comum vê-lo comendo frutas, conhecedor que se tornou delas, lembrando que a comida da prisão nunca era fresca, por isso ter frutas frescas por perto se tornou um hábito. E há o desapego que ele busca na sua nova realidade, e que rende ótimos momentos, como a relação que mantém com os carros que compra ou a casa privada de móveis.

Reese é uma mulher cética, às vezes inflexível, cercada pela pressão de ser filha de um pai distante e figurão da polícia. Teve sérios problemas com drogas, é alcoólatra em tratamento, por isso acreditava - e com razão, mas não só por isso - que ter sido designada como parceira de Crews se tratava de punição. Mas não demora muito para que ela se convença de que Crews é uma boa pessoa e, ao invés de cumprir o papel de delatora, uni-se a ele, assumindo de vez o papel de parceira dele.

Outro personagem que caiu fácil nas graças dos telespectadores é Ted Earley (Adam Arkin), ex-agente financeiro condenado por fraude. Ted e Crews se tornaram amigos na prisão e hoje Ted mora em cima da garagem de Crews e, com toda sua habilidade no setor financeiro, gerencia os milhões de Crews. Completando o cast, o ex-parceiro de Crews, Bobby Stark (Brent Sexton).

Life seria apenas mais uma série policial não fossem suas peculiaridades. Charles Crews é pedra no sapato de um sistema que ainda erra muito a mão na hora de aplicar a lei. Apesar das técnicas high tech, dos grandes centros forenses e profissionais capacitados nessa área, ainda é o caráter e a visão humana que determinam o destino do réu. Se hoje é muito mais eficaz a capacidade de se comprovar fatos, não esqueçamos que também é muito mais fácil burlá-los.

Vale lembrar que, assim como Hugh Laurie, protagonista da série House M.D, Damian Lewis é inglês, não americano.

LIFE - 2ª temporada
AXN: quarta (20h00); quinta (10h00/15h00); domingo (21h00).

Site oficial da NBC: http://www.nbc.com/Life.

Adeus Louie Bellson


(1924-2009)


No último dia 14, o cenário musical perdeu Louie Bellson.

Baterista, compositor, autor e educador, Louie Bellson está presente em todos os círculos musicais. Seja nas escolas, onde os métodos de sua autoria auxiliam estudantes de bateria a lapidarem seu talento; seja nas grandes orquestras, nas quais suas composições integram o repertório, ou até mesmo na sua contribuição em gravações de grandes nomes da música mundial.

Não há como mensurar a importância de Bellson no cenário musical, mas basta nos lembrar do que o compositor e pianista Duke Ellington disse sobre ele para compreendermos que a que ele veio. Nas palavras de Ellington, Bellson é “o maior baterista do mundo”.

Bellson fez parte do Big Three, que incluía outros dois ícones da bateria: Gene Krupa e Buddy Rich. Gravou e tocou como líder, co-lider e/ou músico acompanhante com Duke Ellington, Count Basie, Benny Goodman, Tommy Dorsey, Harry James, Woody Herman, Norman Granz' J.A.T.P., Benny Carter, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Oscar Peterson, Art Tatum, Dizzy Gillespie, Gerry Mulligan, Stan Getz, Hank Jones, Zoot Sims, Sonny Stitt, Milt Jackson, Clark Terry, Louie Armstrong, Lionel Hampton, Eddie "Lockjaw" Davis, Shelly Manne, Billy Cobham, James Brown, Sammy Davis, Jr., Tony Bennett, Pearl Bailey, Mel Torme, Joe Williams and Wayne Newton.

É certo que o cenário musical sentirá falta de suas contribuições, assim como os amigos, os companheiros de jornada, os estudantes que o tiveram por mestre, sentirão falta de sua pessoa. Porém, Bellson conseguiu se tornar eterno, através de sua música, e estará sempre presente.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O Leitor


Ao nos depararmos com histórias como a contada pelo filme O Leitor (The Reader / 2008), adaptação do best seller do alemão Bernhard Schlink, não há como não sentir emoções desencontradas. O escritor, nascido em 1944, quase no fim da II Guerra Mundial, cresceu permeado pelas auguras da herança deixada pelo nazismo, vivendo numa Alemanha que tentava sobreviver à culpa coletiva pós-Holocausto.

Bernhard também expõe a dolorida tarefa de ver pessoas próximas, às quais jamais se delegaria a autoria de crueldades, serem apontadas como funcionários do Holocausto, adeptos do III Reich, informantes da Gestapo.

É justamente a proximidade, o conhecimento do indivíduo, e não o contexto geral e o olhar distante, que faz de O Leitor um exercício de questionamento; a contemplação das culpas e também da incapacidade de compreender completamente o que leva um ser humano a tirar a vida de outro, seja como autor do feito ou aquele que, silenciosamente, guarda os portões da masmorra, cumprindo seu dever como bom funcionário que é.

O filme, dirigido por Stephen Daldry, começa com o encontro entre Michael Berg, um garoto de 15 anos de idade, e Hanna Schmitz, uma mulher bem mais velha, que o ajuda a chegar em casa quando ele passa mal. Hanna é uma mulher dura, que cumpre suas funções e sobrevive. Nas primeiras cenas, vê-se logo que a sua eloqüência emocional se restringe ao que lhe provocam as histórias lidas por Michael, num ritual que precede o sexo, como fosse desfecho para as tramas sorvidas das páginas dos livros. O romance entre eles dura pouco e termina com Hanna partindo sem sequer se despedir de Michael.

Anos depois, Michael e Hanna estão no mesmo tribunal, ele como estudante de direito e ela sendo julgada por ter trabalhado para a SS, organização paramilitar ligada ao partido nazista alemão. Durante o julgamento, Michael não só reencontra seu passado, como também é obrigado a encarar o fato de que aquela mulher sendo julgada por crimes tão bárbaros, e que na sua consciência cultiva a certeza de ter apenas cumprido seu dever de funcionária da SS, é a mesma a quem rendeu seus afetos. E também compreende, observando o passado naquele momento, que Hanna não sabe ler, que se envergonha disso. E a incapacidade de assumir isso é o que a leva à condenação como autora de todos os crimes ali julgados.

O fato de Michael respeitar a escolha de Hanna de manter este segredo, não diminui o impacto que essa mulher, com sua história, provoca na vida dele, perpetuando-se a sensação de desconserto durante os vinte anos que Hanna passa na prisão.

O Leitor foi muito bem construído. Kate Winslet está impecável vivendo as duas fases de Hanna Schmitz. David Kross soube dar o tom certo de excitação ao jovem Michael Berg quando conhece Hanna, assim como explorar a melancolia que se instala em sua alma, quando a encontra naquele tribunal. Ralph Fiennes, que já nos provoca normalmente a sensação de estar mergulhado em si, construiu um Michael adulto e incapaz de se aproximar emocionalmente de sua filha. E é ele quem nos conduz ao desfecho dessa trama, emocionando-nos em seu encontro com uma das sobreviventes do Holocausto, interpretada por Lena Olin, quem também interpreta a mãe dessa personagem, na ocasião do julgamento.

Quem for ao cinema conferir O Leitor que se prepare para enfrentar, mais uma vez, o que teimamos em não aceitar: ninguém é capaz de conhecer profundamente o outro e, às vezes, a parte que nos cabe conhecer jamais definirá aquela que não fomos - e jamais seremos - capazes de decifrar.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DAVE além da música

Olhando de longe, com esse olhar de apreciadora convicta do trabalho desse músico e compositor, posso dizer que o que mais me atrai no Dave Matthews é justamente o fato de ele ser tão peculiar.


A ousadia do líder da Dave Matthews Band, da qual tive o prazer de assistir o show no ano passado, quando a banda passou pelo Brasil, não se atém às letras que compõe ou ao fato de fazer parte de uma banda que é banda, apesar de levar seu nome e ser de sua autoria a maioria das canções do repertório dela. Ela também vai além de a Dave Matthews Band ser uma banda com instrumentistas de primeira linha, que se preocupam com a música e não têm medo de tornar as canções uma combinação de boas letras com arranjos requintados e bem executados. Essa ousadia da pessoa Dave Matthews também está nas suas escolhas profissionais nas telas.

Em 2008, ele fez uma ponta no filme Zohan – O Agente Bom de Corte (You Don’t Mess with The Zohan), como o insano e bigodudo James.



Recentemente, assisti na TV a cabo o singelo Meu Melhor Amigo (Because of Winn-Dixie /2005), sem saber da surpresa que ele me reservava. A participação de Dave Matthews como o misterioso primo da dona de uma pet shop que adora tocar violão para os animais da loja, caiu bem no filme sobre uma garotinha e o seu cão, de quem Otis, personagem vivido por ele, se torna amigo. No filme ele toca e canta para a tal garotinha a canção Butterfly, que compôs para suas filhas, mas também pensando na garotinha do filme, que é interpretada por AnnaSophia Robb. Infelizmente, a canção não entrou na trilha sonora do filme.




Ele também foi Will Coleman no filme Where The Red Fern Grows (2004) e interpretou um vendedor gay em Eu os Declaro Marido e… Larry (I Now Pronounce You Chuck & Larry /2007). Clique AQUI e veja a cena.

Em 2008, Dave entrou para o hall dos vilões, interpretando Red no filme Lake City.

Fiquei sabendo que o Dave Matthews participou do 15º episódio da 3ª temporada da série House M.D., sobre a qual já tinha ouvido falar, mas não assistido. Como não gosto de começar pelo meio, aluguei as 3 temporadas da série e assisti do começo. Apaixonei-me de cara pelo médico interpretado pelo inglês Hugh Laurie, também músico e escritor. No episódio Love Hurts, o 20º da primeira temporada, a música que é título do disco solo de Dave Matthews, Some Devil, que estava na minha cabeceira musical na época (e lá continua), serviu de trilha sonora para um dos momentos de reflexão do Dr. House. Perfeita combinação.



Quando cheguei ao episódio com a participação de Dave Matthews, o Half Wit, gostei do que vi, principalmente da famosa cena de House e Patrick, interpretado por Dave, ao piano.



Para quem gosta do Dave Matthews, visitar o Twitter dele é uma verdadeira viagem, sem contar que lá há algumas fotografias, desenhos, montagens de sua autoria. Mais uma ferramenta para conhecer um pouco mais sobre ele e saber como andam os preparativos para o próximo CD, por exemplo. Confira: http://twitter.com/DaveJMatthews.

Há alguns meses, ando escutando a música In My Life, dos Beatles, mas a versão do Dave Matthews, apresentada em um tributo a John Lennon.

E ando viciada nessa música como o House no seu Vicodin.



Parece que as participações nas telonas e telinhas não vão parar por aí. Em 2009, Dave Matthews estará no filme The Other Side, com previsão de lançamento em outubro.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

51st GRAMMY AWARDS

Há alguns anos que o Grammy não me surpreendia tanto como ontem, 08 de fevereiro. Diferente das edições exaustivamente regadas ao Hip Hop – nada contra, mas sabemos que não só de Hip Hop vive a música -, ontem também subiram ao palco da premiação o rock’n roll, o country, o rhythm’n blues, enfim, a variedade que compõe o cenário musical mundial. E todos os estilos muito bem representados.

Para abrir a 51ª edição do Grammy Awards, o U2 apareceu no palco e garantiu uma performance das inebriantes, com a canção “Get On Your Boots”, um tipo hino antiguerra que fez com que lembrássemos por que esta ainda é uma das mais queridas bandas dos últimos tempos.





Justin Timberlake, que conquistou meu gosto pelo talento em cantar, tocar vários instrumentos, compor, produzir e por aí vai, chamou ao palco uma das lendas da música mundial, Al Green, e com ele fez um dueto com a canção que se tornou inesquecível na voz de Tina Turner, “Let’s Stay Together”. Mais tarde, Justin voltou ao palco para mais um dueto, dessa vez com o rapper T.I. e seu sucesso “Dead and Gone”.

Radiohead também foi uma grata surpresa, principalmente por ter se apresentado com a banda marcial da University of Southern California. A mistura funcionou e foi responsável por um dos pontos altos do evento.

Chris Martin, do Coldplay, tocou seu piano e cantou “Lost” com a participação do rapper Jay-Z. Em seguida, correu para outro palco e apresentou, junto aos outros integrantes da banda, a badalada “Viva La Vida”.

Paul McCartney, acompanhado na bateria pelo ensandecido Dave Ghrol do Foo Fighters, tocou a animada “I Saw Her Standing There”.

Entre as prestigiosas apresentações da noite, B.B. King, Buddy Guy, Keith Urban e John Mayer homenagearam Bo Diddley, um ícone do R&B e do rock, falecido em 2008.







Uma das participações mais esperadas por mim foi a de Robert Plant, junto com a cantora de bluegrass Alison Krauss. Eles cantaram “Rich Woman” e “Gone, Gone, Gone”, numa performance que me deixou com vontade de conhecer o disco que, vejam só, levou o principal prêmio da noite, o de melhor álbum do ano, com “Raising Sand”, do qual a canção “Rich Woman” levou o Grammy como melhor colaboração pop com vocais e “Please Read The Letter” saiu com a categoria gravação do ano.



Outras performances no Grammy 2009: Jamie Foxx, Smokey Robinson, Duke Fakir e Ne-Yo (homenagem ao grupo Four Tops); Jennifer Hudson, Stevie Wonder e Jonas Brothers, T.I., Jay-Z, Li’l Wayne, Kanye West e M.I.A.; Kate Perry; Kanye West e Estelle.

Confira os principais vencedores do 51st Grammy Awards:

Melhor álbum de R&B
Jennifer Hudson, de Jennifer Hudson

Melhor canção do ano
Viva La Vida, do Coldplay

Melhor colaboração pop
Robert Plant e Alison Krauss, por Rich Woman

Melhor álbum de rock
Viva La Vida or Death and All His Friends, do Coldplay

Artista Revelação
Adele

Gravação do ano
Please Read the Letter, de Robert Plant e Alison Krauss

Melhor Dupla ou Grupo Pop
Viva La Vida, do Coldplay

Melhor Álbum de Vocal Pop
Rockferry, de Duffy

Melhor Vocal Pop Masculino
John Mayer, com Say

Melhor performance vocal pop feminina
Adele, por Chasing Pavements

Melhor performance instrumental pop
I Dreamed There Was no War, do Eagles

Melhor álbum dance/eletrônico
Alive 2007, do Daft Punk

Melhor performance solo de rock
Gravity, de John Mayer

Melhor canção de rock
Girls in Their Summer Clothes, de Bruce Springsteen

Melhor álbum de música alternativa
In Rainbows, do Radiohead

Melhor performance vocal feminina de R&B
Superwoman, de Alicia Keys

Melhor performance vocal masculina de R&B
Miss Independent, de Ne-Yo

Melhor álbum de rap
Tha Carter III, de Lil Wayne

Melhor álbum do ano
Raising Sand, de Robert Plant e Alison Krauss

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sons & Imagens

Há períodos em que sinto uma mudança interna muito eficiente, mas as músicas não mudam. Passo a ouvir sempre os mesmos discos, numa discoteca afoita, de quem descobre frestas, janelas, portas, abismos nas canções. E para mim tudo fica muito mais intenso quando a música e o cinema se encontram.

Ano passado eu assisti dois filmes dos quais a trilha sonora entrou para minha lista de soundtracks queridinhas. “Apenas Uma Vez” (Once), um filme onde a música é atriz principal, dirigido por John Carney; e “Um Beijo Roubado” (My Blueberry Nights), belíssimo filme de Wong Kar Wai, tiveram suas trilhas sonoras tatuadas no meu benquerer musical.

“Apenas Uma Vez” eu assisti duas vezes e já coloquei na lista para repetir o feito. Do começo ao fim do filme a música é que rege as emoções pinceladas de dois compositores que encontram nela o fôlego para continuarem suas jornadas. É um filme que parece documentário e que conta com músicos sendo atores, e não o contrário, por isso as cenas em que os personagens tocam e cantam são profundas e felizes, já que se tratam de dois músicos muito talentosos: Glen Hansard, compositor e violonista integrante da banda irlandesa The Frames, e Markéta Irglová, compositora e pianista.




“Um Beijo Roubado”, diferente de “Apenas Uma Vez”, traz a música como backstage de histórias que se trançam até o desfecho alcançar os personagens Elizabeth (Norah Jones) e Jeremy (Jude Law). Mesmo assim, ela tem um espaço muito especial nessa história sobre perdas e descobertas, renascimento. Não é apenas a presença da compositora e pianista Norah Jones que nos leva a pensar na importância da música neste filme. Na verdade, ela se mostrou uma ótima atriz, e este foi seu papel, além de compor e interpretar uma das canções da trilha sonora do filme.



Há outros filmes nos quais a música nem sempre aparece somente como trilha sonora, mas acaba fazendo papel de coadjuvante e, às vezes, o principal. Ainda falarei sobre alguns deles aqui...