segunda-feira, 7 de junho de 2010

Incendiário


Muitos filmes foram lançados abordando atentados terroristas, mas nem todos conseguem justificar a sua própria criação.

Fazer um filme que lida com assunto tão atual e devastador, certamente requer um ponto de vista que o torne peculiar e digno de o espectador parar para assisti-lo com interesse.

Incendiário (Incendiary/2008), apesar do título, lida mais com o universo emocional do que a tragédia em si, que contabilzia centenas de mortes como consequência. O espectador não verá várias cenas sobre a explosão no estádio de futebol, em Londres, Inglaterra. O que ele presenciará é a culpa e a ironia que se abate sobre a jovem mãe, interpretada por uma intensa Michelle Williams, ao perder o marido e o filho.

A culpa é coadjuvante nessa história que mostra que o nosso tempo nem sempre é o mesmo das nossas perdas e das nossas decisões. A jovem esposa, vivendo um relacionamento distante com seu marido, um integrante do esquadrão anti-bombas, conhece o sedutor jornalista Jasper Black (Ewan McGregor), que vive em um prédio luxuoso em frente ao condomínio humilde dela. Depois de um encontro casual com Jasper, na rua, ela decide aproveitar que o seu filho e o seu marido foram ao jogo de futebol e se entrega ao jornalista. Conviver com a culpa de trair seu marido, enquanto ele e seu filho morrem no atentado, faz com que essa jovem mulher transite entre a realidade e a ilusão, em busca de consolo.

Michelle Williams está brilhante neste filme. A forma como a trama é conduzida torna o Incendiário um dos mais belos filmes sobre a perda. A diretora Sharon Maguire, que traz no currículo O Diário de Bridget Jones (Bridget Jone’s Diary/2001) e a direção de uma série de episódios do aclamado The Late Show, também assina o roteiro de Incendiário, que é baseado no livro de Chris Cleave.


4 comentários:

Anônimo disse...

se o Heth Ledger estivesse vivo com certeza ele iria quere matar o Ewan Mggregor por ess estar comendo a ex- de Ledger a atriz Michelle Williams! o Ewan pega a Michelle de quatro em cima do sofá! nem o Coringa ia aguentar ver tanta barbaridade!

Carla Dias disse...

Este é um filme tão interessante e isso vai além da cena do sofá. Gosto muito de como a culpa é abordada no filme, tornando-se quase concreta.

Anônimo disse...

não quis ser obsceno no meu comentário9 mas acho que eu exagerei..)! só falei da cena do sofá por que eu vi essa cena(video)! cenas de sacanagem essas coisas sempre chamam a atenção! claro que eu acho que o filme deve ser bem maior e melhor que isso! desculpe se fui grosseiro! Marcos Punch.

Carla Dias disse...

Marcos,
Não foi o que eu quis dizer... Na verdade, acho a cena do sofá mais sofrida do que prazerosa. Quando ela decide trair o marido, mesmo ele tendo se afastado completamente dela, a culpa começa ali e chega ao máximo com a notícia da explosão. Portanto, nós apenas enxergamos a cena de forma diferente.