quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Para o que virá...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Séries para se pensar

Algumas séries têm como tema a inteligência, a percepção. Obviamente, às vezes baixa um MacGyver em certos personagens, e isso não faz sentido. MacGyver somente o Richard Dean Anderson, quem consegue dar credibilidade ao fazer o impossível com quase nada.

Lie To Me me agrada profundamente. Eu me propus a assisti-la, em primeiro lugar, por ser o Tim Roth o protagonista, e ele é um dos atores de cinema que mais me faz a cabeça. No filme A lenda do pianista do mar (The Legend of 1900/1999), Tim Roth apresentou, em minha opinião, uma das mais belas interpretações de sua carreira.

Em Lie To Me, Tim Roth interpreta o Dr. Cal Lightman, dono de uma empresa que conta com especialistas capazes de interpretar gestos e expressões, e de dizer se as pessoas estão mentindo ou não. Roth interpreta o Dr. Lightman de forma muito peculiar, com trejeitos que acentuam a genialidade do cientista, especialista em comportamento humano, assim como a estranheza que o homem causa aos outros.

A migração de atores de cinema para as telinhas da televisão tem sido frequente. Se em algum momento havia problemas para a indústria do entretenimento, os atores e o público aceitarem esse movimento, isso já não ocorre mais. É comum tê-los em papeis fixos ou como convidados, o que, acredito, só tem colaborado positivamente com as séries.

O público vem buscando certa perspicácia nos protagonistas de séries, assim como roteiros mais trabalhados. Não basta que o protagonista seja fisicamente atraente, porque se não souber atuar a coisa pode se complicar. Por exemplo, apesar de gostar muito de Joseph Fiennes, sou obrigada a concordar que ele estava completamente fora de tom na sua atuação em FlashForward. Infelizmente, a série foi cancelada sem ter a chance de o roteiro ser devidamente desenvolvido, tampouco de Fiennes encontrar seu ritmo de atuação, ele que teve ótimas atuações em filmes, entre eles o Círculo de Fogo (Enemy At The Gates/2001).

Com dosadas tiradas cômicas, Castle é das melhores. A ideia de colocar um famoso e rico escritor especializado em mistério para colaborar com a polícia é muito interessante, como se fosse o encontro da ficção com a realidade, especialmente porque é ele, Richard Castle (Nathan Fiollion), o personagem que dá certa leveza ao drama policial, especialmente quando se trata de sua queda pela agente Kate Beckett (Stana Katic), quem também inspirou a personagem de um dos romances de Castle.


The Mentalist conquistou o público pela história muito bem amarrada do seu protagonista, Patrick Jane, um homem com muita facilidiade em ‘ler’ as pessoas, que em determinado momento de sua vida se torna famoso, uma celebridade, ao se declarar médium e trabalhar nesta área. Mas quando Jane se mete com um serial killer, as coisas mudam. O serial killer mata a sua família e Jane assume que estava mentindo sobre ser médium, colocando a sua habilidade a serviço das autoridades da Califórnia. Entre casos resolvidos a cada episódio, a presença desse serial killer é constante, através da manifestação do mesmo, e também do desejo de vingança de Jane.

Porém, não apenas a trama é responsável pelo sucesso da serie. Simon Baker interpreta Patrick Jane de uma forma tão sedutora que a combinação da história com a sua atuação vem tornando a série cada vez mais conhecida.

Muitas séries que têm como ponto forte um roteiro bem escrito com atuações emblemáticas, o que as torna dignas de muitas temporadas. Dexter e Criminal Minds também fazem parte desta lista.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

No meu player

Hoje em dia tudo parece grandioso. Do tempo que passa ao toque de caixa à tecnologia nos levando, cada vez mais, aonde jamais imaginamos chegar.

Na música não é diferente. Por aí nascem bandas a cada segundo, cada uma com uma proposta dita original, mas que quase sempre é apenas repetição. Muitas delas são apenas uma colagem pobre do que consideramos boa música.

É difícil não olhar para trás, revisitar grandes artistas que já estão nos palcos há décadas, ou desejar que a criatividade do Led Zeppelin, as melodias belíssimas de Elton John, o swing de Jackson do Pandeiro, a irreverência dos Mutantes voltem ao cenário musical.

Ok, tudo muda com o tempo, mas isso não significa que o que é bom deve ser deixado de lado. Também não digo aqui que não há artistas tão bons quanto os que já frequentam nossos players desde sempre. Na verdade, digo o contrário... Há muita boa música sendo feita. O que precisamos é atentar a ela.

Abaixo, alguns dos artistas que andam frequentando o meu player.

ÉLIO CAMALLE
Compositor que não teme os temas, e sendo assim, consegue criar canções inusitadas e belíssimas. Intérprete de voz marcante e violonista talentoso, tem nos ritmos brasileiros um dos mais importantes veios para sua criação, dando vida a obras que dizem poeticamente a miséria e a grandiosidade humana, assim como remetem às sutilezas que a tornam tão atraente aos olhos e à alma do artista.


STAND
Banda irlandesa, formada por colegas de escola. Há anos na estrada, vem lançando discos muito bons, com composições com instrumental criativo e bem executado, e letras bem escritas. São ótimos músicos criando grandes canções com belos arranjos vocais.



www.myspace.com/standland


KLÉBER ALBUQUERQUE

Da safra de compositores que sabe muito bem conciliar música e poesia, criando um repertório que trafega tranquilamente pela diversidade de estilos, mas sempre mantendo uma linha que liga a sua obra de forma harmoniosa. Também cantor e violonista, destaca-se como um artista que, no palco, transforma a música em uma experiência sonora e visual, imprimindo nela a sua identidade.



www.myspace.com/kkleberalbuquerque


J MINUS
Banda americana e se considera o independente do independente. Se ela o é ou não, não me cabe julgar. O que sei é que Dylan Fant, o letrista da banda, é muito talentoso no que faz, e os arranjos das músicas são realmente diferentes, e de uma maneira muito positiva. A banda tem ótimas baladas.