quarta-feira, 8 de junho de 2011

Comédia com quê de humor negro

Paul Rudd é daqueles atores versáteis, apesar de ser mais do que clara a sua tendência a enriquecer as comédias. E não falo apenas das comédias românticas, como a adorável A razão do meu afeto (The Object of My Affection/1998), ou sobre a sua participação na série Friends, como Mike Hannigan, que se casa com Phoeb. Em filmes como Eu te amo, cara (I Love You, Man/2009), quando o personagem Peter Klaven se dá conta de que é amigo apenas das amigas de sua noiva, e que não tem um amigo para chamar para ser seu padrinho, e sai caçando alguém para ocupar o cargo, Rudd consegue a façanha de ser engraçado de um jeito tão dramático e peculiar, que não há como não reconhecê-lo como o grande ator que é.

Em Como você sabe (How Do You Know/2010), a comédia romântica está carregada de certo humor negro. Mesmo o romance é difícil de acontecer ali, não para o personagem de Rudd, George, mas sim para a personagem de Reese Whiterspoon, Lisa.

Pense em como seria se tudo desse errado na sua vida de um jeito tão inesperado que ficaria até difícil de acreditar. Isso acontece com George e com Lisa em um mesmo momento, e cada qual tem de aprender a lidar com as mudanças que chegam. No meio das suas devidas crises, eles se conhecem, e em um encontro pra lá de estranho. Não dá certo, e Lisa se rende ao charme do esportista Matty (Owen Wilson), o tipo de homem que nenhuma mulher em sã consciência gostaria de ter como companheiro de vida, mas que ela decide ser o melhor no momento. Porém, é com George que Lisa trata das suas questões mais importantes.


O filme também traz o sempre fantástico Jack Nicholson como Charles, o pai de George, um empresário genioso, mau caráter e que não dá a mínima ao filho, até que a possibilidade de ir para cadeia entra em cena. Falando em cena, as protagonizadas por Nicholson e Rudd são hilárias. Rudd está muito bem no papel de homem que não sabe o que fazer da vida, depois de ser incriminado por um crime financeiro que não cometeu, e perder tudo.

Como você sabe trata de perdas e ganhos, assim como sobre decisões catárticas que a vida nos apresenta, assim, no susto. Também trata, com bom humor, mas também com quê de tapa na cara, como nos permitimos ser manipulados quando se trata do amor, seja o romântico ou o fraterno. E sobre como isso pode nos levar às escolhas avessas ao que realmente desejamos.

Paul Rudd e Reese Whiterspoon formam um par muito bom neste filme. A dinâmica entre eles é das melhores, e mesmo os personagens coadjuvantes são fantásticos, com participações marcantes. Um bom roteiro, muito bem amarrado, e uma ótima direção de James L. Brooks (Melhor é Impossível/Espanglês).


4 comentários:

Cesar Gavin disse...

Valeu a dica, Carla! Adoro a Reese whiterspoon (ele arrasou no filme Johnny e June). E o Jack Nicholson, claro.
Beijo

Carla Dias disse...

Cesar, também adoro a Reese e a achei fantástica como June. Depois me conta o que achou do filme... Eu adorei mesmo! Beijos e obrigada pela visita!

Anônimo disse...

Nossa, mas humor negro em que? Nem tem humor! Super chato, sem graça, com um roteiro clichê e sem desenvoltura nem solução. Nem em filmes do Antonioni o tempo demora tanto pra passar...

Carla Dias disse...

Anônimo... Caímos na questão de sempre: gosto. Para o meu gosto, o filme é ótimo. Para o seu, não... Ainda bem que temos o direito de escolher o que gostamos e o que desgostamos, não é mesmo?
Abraço e obrigada por ter aparecido por aqui. Volte sempre!