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Colocando preço na vida

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Repo Men – O Resgate de Orgãos , dirigido por Miguel Sapochnik , faz-me insistir no fato de que não há, no Brasil, o cuidado necessário ao se dar um título em português a um filme estrangeiro. Um dos que mais me incomoda é o filme The Fall , batizado, em terras tupiniquins, Dublê de Anjo . O filme é fantástico, mas como a própria atendente da locadora me disse, ela não se interessou, porque achou que fosse um drama daqueles tão água-com-açúcar, que a faria dormir. Enganou-se profundamente. Clique AQUI e leia a crônica sobre o filme The Fall . Portanto, se não há como traduzir o título original, o mínimo a se fazer é colocar um título em português que não remeta a outra trama que não a do filme em questão. Afinal, nem todos gostam de ler sinopses, e nem todas as sinopses descrevem realmente o filme. Repo Men me interessou antes de ser lançado no Brasil. Fã assumida de Jude Law, um amigo me mandou o link do trailer, e a partir daí, fiz a contagem regressiva, até o filme chegar ao Brasi...

Kléber Albuquerque | Canções seminuas

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No dia 11 de fevereiro, o cantor e compositor Kléber Albuquerque se apresentará em São Paulo, mostrando, como ele mesmo define, "canções seminuas, vestidas apenas com violão e voz". E quem estiver a fim de colaborar com o repertório, basta acessar a página pessoal do artista no Facebook e sugerir uma canção: http://www.facebook.com/profile.php?id=1781077239 Quem quiser apreciar boa música e boa poesia, passe por lá!

O amor e suas mazelas

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Ole Bordenal conseguiu criar um cenário para a história que criou. leva o sentimento aonde poucos chegariam. Há tempos não me doía a alma assistir a um filme, tamanha curiosidade para saber aonde ele me levaria. Há tempos eu não me fascinava com um roteiro que lidasse com as mazelas do amor, com os enganos que cometemos em seu nome, tampouco espreitasse a solidão acompanhada de forma tão contundente. Ole Bordenal escreveu e dirigiu uma história que realmente não é mais uma nos arrabaldes do amor. Ela tem aquele quê que a destaca, que nos faz parar e pensar se teríamos coragem de encarar a jornada que Jonas , interpretado por Anders W. Berthelsen , o personagem central, encara, às vezes, com a sede dos que querem que o mundo se dane, e em outras, com a carência de quem vê a vida passar, sem sentir profundamente o que seja. Jonas é um fotógrafo que sonhou viajar pelo mundo e registrar belas paisagens, mas acabou se tornando membro de uma equipe forense, limitando seu talento a clicar...

Vinho, Giamatti e uma boa história para se apreciar

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O que me atrai em Paul Giamatti é que ele não se parece com ninguém, ao menos no que se refere aqueles que cabem no meu gosto. Há certo refinamento neste homem que me agrada profundamente, até mesmo quando interpreta personagens que são pessoas, como Harvey Pekar , importante autor do universo dos quadrinhos, conhecido pelo seu mau humor constante ( Anti-Herói Americano/American Splendor, 2003 ). Paul Giamatti constrói tão bem seus personagens, que leva o espectador a se envolver profundamente com eles. Seja para rir, para chorar ou para ficar com vontade de bater no personagem, a viagem é sempre uma surpresa agradável. Mesmo no confuso Dama na Água (Lady In The Water, 2006), ele faz valer a sua participação. Desde o seu lançamento, em 2004, venho ensaiando para assistir Sideways – Entre umas e outras . É uma coisa minha, fico espreitando o objeto de desejo, e, às vezes, demoro muito a desempacotar o presente, mas chego lá... E cheguei, hoje. Penso que a classificação ...

Séries para se pensar

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Algumas séries têm como tema a inteligência, a percepção. Obviamente, às vezes baixa um MacGyver em certos personagens, e isso não faz sentido. MacGyver somente o Richard Dean Anderson, quem consegue dar credibilidade ao fazer o impossível com quase nada. Lie To Me me agrada profundamente. Eu me propus a assisti-la, em primeiro lugar, por ser o Tim Roth o protagonista, e ele é um dos atores de cinema que mais me faz a cabeça. No filme A lenda do pianista do mar (The Legend of 1900/1999), Tim Roth apresentou, em minha opinião, uma das mais belas interpretações de sua carreira. Em Lie To Me , Tim Roth interpreta o Dr. Cal Lightman, dono de uma empresa que conta com especialistas capazes de interpretar gestos e expressões, e de dizer se as pessoas estão mentindo ou não. Roth interpreta o Dr. Lightman de forma muito peculiar, com trejeitos que acentuam a genialidade do cientista, especialista em comportamento humano, assim como a estranheza que o homem causa aos outros. A mig...

No meu player

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Hoje em dia tudo parece grandioso. Do tempo que passa ao toque de caixa à tecnologia nos levando, cada vez mais, aonde jamais imaginamos chegar. Na música não é diferente. Por aí nascem bandas a cada segundo, cada uma com uma proposta dita original, mas que quase sempre é apenas repetição. Muitas delas são apenas uma colagem pobre do que consideramos boa música. É difícil não olhar para trás, revisitar grandes artistas que já estão nos palcos há décadas, ou desejar que a criatividade do Led Zeppelin, as melodias belíssimas de Elton John, o swing de Jackson do Pandeiro, a irreverência dos Mutantes voltem ao cenário musical. Ok, tudo muda com o tempo, mas isso não significa que o que é bom deve ser deixado de lado. Também não digo aqui que não há artistas tão bons quanto os que já frequentam nossos players desde sempre. Na verdade, digo o contrário... Há muita boa música sendo feita. O que precisamos é atentar a ela. Abaixo, alguns dos artistas que andam frequentando o meu player. É...

A mulher, a menina e o dublê

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Publicado originalmente no site Crônica do Dia , em  18/11/09 Era uma vez uma mulher com a cabeça bagunçada de tantos pensamentos, cobrando-se atitudes, concentração, a prática de tomar decisões e responder mensagens, desatolar os projetos em pauta, exorcizar algumas culpas e por aí vai. Ontem, de tão cansada, essa mulher, ao chegar em casa, tomou um banho e se deitou na tentativa de dormir e parar esse barulho todo na cabeça. Não deu certo. A mulher, ouriçada com essa ansiedade que não sabe de onde vem, recorreu ao controle remoto e ativou sua amiga noturna: a televisão. Quem sabe um seriadinho curto e alegrinho, bobinho, daqueles para arejar, não a ajudaria a cair no sono. Fato é que essa mulher, que tem dias de doida de pedra, meus amigos, como ontem, não estava preparada para um filme que encontrou na televisão, depois de um tempão zapeando. Mas quem disse que há realmente como nos prepararmos para as sensações que são surpresas? Ou mesmo para as que já sabemos...