
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Um dia

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Inquietos
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
O amante secreto
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Através dos preferidos
Estou assistindo a série inglesa Spooks, uma produção da BBC One e conhecida no Brasil como Dupla Identidade. A série fala sobre a rotina de espiões ingleses do MI-5, o equivalente à CIA dos americanos. Macfadyen é Tom Quinn, personagem que ele viveu nas primeiras três temporadas. Spooks está na décima e última temporada da série.
Ainda há muito material com a participação de Macfadyen para eu conferir. Entre eles, já está no play a minissérie Perfect Strangers (2001), do qual já assisti o primeiro dos três episódios, e para 2012 o Ana Karenina, mais um filme do diretor Joe Wright.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Vampiros e diários
O sobrenatural tem sido tema de livros, filmes e séries. Apesar de a saga Crepúsculo ter arrebanhado um público significativo, ainda voto, sem medo de errar, no original Drácula de Bram Stoker, filme de Francis Ford Coppola com o talentoso Gary Oldman dando vida - ou morte? - ao personagem, com a elegância e a sedução necessárias para que um matador daquele calibre seja querido por todos. E ainda traz Anthony Hopkins como o popular caçador de vampiros, Van Helsing.
Se Gary Oldman foi sagaz o suficiente para nos fazer apaixonar pelo seu Drácula, sendo que ele não se importava com toda a crueldade que envolvia a existência de tal predador, é a luta pela raspa de humanidade que resta aos vampiros que vem permeando as produções dos últimos anos.
Em 2007, antes do boom das produções vampirescas, a série Moonlight estreou no Brasil. Infelizmente, ela chegou durante a entressafra dessas produções, quando ainda não se sabia do impacto que o tema causaria na indústria, o que a levou a ser cancelada após dezesseis episódios. Mick St. John (Alex O’Loughlin) é um vampiro que sente uma falta gritante de quando era humano, e se dedica a manter a humanidade que lhe resta intacta. Detetive, ele ajuda a resolver casos que envolvem vampiros, enquanto rumina o seu amor por Beth Turner (Sophia Myles), humana e jornalista. Em poucos episódios, Moonlight conquistou muitos fãs pelo mundo, mas não atingiu a audiência esperada e foi cancelada. Era uma ótima série, que certamente se manteria, tivesse estreado um par de anos depois.
Eu era fã da série Moonlight e fui uma das que lamentaram o seu cancelamento, em 2008. Neste mesmo ano, estreou a badalada True Blood, já com a quinta temporada confirmada para 2012.
Em 2009, foi anunciada a estreia de outra série com vampiros como tema. The Vampire Diaries não me convenceu com o seu primeiro episódio, e em meio a tantas séries que eu acompanhava, na época, acabei a deixando de lado. Na verdade, por ter um elenco mais teen, fez-me pensar na saga Crepúsculo, que não me atrai tanto.
Sem episódios inéditos das minhas séries preferidas, decidi dar uma chance a The Vampire Diaries, comprometendo-me a assistir ao menos quatro episódios, assim seria possível perceber se a trama evoluiria ou não.
A terceira temporada da The Vampire Diaries ainda não estreou no Brasil, no canal Warner. Nos Estados Unidos, nove episódios já foram ao ar e inéditos somente a partir de janeiro de 2012.
The Vampire Diaries é baseada em uma série de livros de L. J. Smith. Diferente do que eu pensava, não é uma trama frágil onde apenas desfilam vampiros em um cenário adolescente. A história dos irmãos Salvatore é dramática, densa e muito bem pontuada pelo amor de ambos por Katherine Pierce, no passado, e na atualidade por Elena Gilbert, interpretadas por Nina Dobrev. Ainda assim, é o relacionamento entre Stefan (Paul Wesley) e Damon Salvatore (Ian Somerhalder) que tempera os acontecimentos em Mystic Falls, uma cidade que se mostra o lar de muitos vampiros, lobisomens e bruxas.
Depois de muitos anos longe de Mystic Falls, Stephan volta à cidade. Ele se apaixona por Elena e eles começam um conturbado relacionamento. Logo em seguida, Damon também chega à Mystic Falls, e fica claro ao espectador que o desejo de se vingar do irmão é latente. O motivo nós vamos descobrindo com mais detalhes a cada episódio.
Nos vampiros, as emoções são amplificadas, portanto as brigas entre Damon e Stephan são violentas, ao mesmo tempo em que se percebe, com o desenrolar da trama, que há mais amor do que ódio entre eles.
Damon é um personagem interessantíssimo, porque sendo aquele que desligou a sua humanidade, luta pelo contrário do que luta o seu irmão. Ele não quer se importar, mas sim seguir com a sua vida de predador, o que se torna impossível com a sua volta à cidade, porém não afeta o humor negro do personagem.
Eu assisti as duas primeiras temporadas e os episódios que passaram nos Estados Unidos da terceira. Foram cinquenta e três episódios em uma semana, equilibrando trabalho e extras, dormindo poucas horas por noite, simplesmente porque The Vampire Diaries é fascinante.
The Vampire DiariesWarner Channel
Quartas, às 22h
Visite: http://warnerchannel.com/series/vampirediaries
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Os fãs perguntaram e ele respondeu
O cantor e compositor Kléber Albuquerque respondeu perguntas enviadas pelos seus fãs, o que resultou na entrevista abaixo.Minhas canções trazem-me sensações diferentes, a depender do momento. Geralmente, quando estou compondo, a sensação mais forte é a de necessidade de manifestação, e certa febre que não passa enquanto a canção não termina. Algumas canções me dão uma sensação de nudez, pois vejo meus sentimentos muito expostos nelas. Outras dão a sensação de ensinar coisas a mim. Outras parecem pessoas que encontro na rua.
Você começa a compor pela música ou pela letra?
Geralmente, surge algum verso já escorado por uma intenção de melodia e, a partir daí, vou desenvolvendo a canção até a forma final.
Com que idade você percebeu que já era um artista tão bom?
Obrigado pela gentileza do adjetivo. Percebi que tinha vocação artística muito jovem, por volta de sete ou oito anos. Gostava de inventar músicas para consumo próprio, tinha já a cabeça povoada de melodias. No entanto, na época, gostava mesmo era de desenhar. Fui me interessar mais seriamente por música na adolescência, quando comecei a participar de bandas de rock. Foi então que comecei a compor minhas primeiras canções.
O que você busca como artista?
Penso que a condição de artista seja, mais do que ofício, vocação. Neste sentido, creio que minha busca artística seja mais por um jeito de olhar as coisas e uma vontade de expressar a singularidade desse olhar. Acho que este é o impulso básico que me leva a criar.
O que você acha da política no Brasil?
Acho que a política se faz em vários níveis. No sentido comum de política partidária, percebo uma lenta melhora nos hábitos da política brasileira, em que pesem os constantes escândalos nos noticiários, graças ao cada vez maior acesso das pessoas às informações. Acredito que nosso país vem amadurecendo aos poucos e, no sentido simbólico, vejo uma melhora em nossa autoestima como brasileiros. Mas penso também que a classe política acaba repetindo, numa escala maior e mais devastadora, a mentalidade comum das pessoas no que se refere à distinção entre os interesses individuais e coletivos.
Você acha que é possível trabalhar com ARTE sem Amor?
Acho que sim, pois penso que não pode haver nada que diminua a liberdade artística, mas penso também que faz uma grande diferença quando se faz qualquer coisa com amor.
A sua família é inspiração para sua composição?
Talvez não diretamente. A vida é inspiração para composição e é mais fácil ver o que está próximo. Então a família, os amigos, as paisagens e pessoas que me cercam acabam tornando-se matéria e inspiração para minhas canções.
Que tipo de música você escuta?
Depende do momento. Normalmente não ouço muita música quando estou compondo, para ouvir melhor as músicas que surgem na cabeça. Mas gosto de eventualmente passear pelo rádio e ouvir as canções que todo mundo ouve. De vez em quando me apaixono por alguma canção e fico ouvindo-a mil vezes. A última canção que me tocou assim foi “Sunday Smile”, do Beirut.
Qual das suas composições demorou mais tempo pra ser finalizada?
Acho que a mais demorada foi “Vigília”, uma canção do meu segundo cd. Fiquei meses com ela pela metade, sem conseguir encontrar uma segunda parte. Depois de muito tempo decidi colocar um pedaço de outra canção inconclusa nela e, assim, consegui finalizar a canção. Um exemplo muito ecológico de reciclagem musical.
Há uma canção de sua autoria que te toca profundamente?
Gosto de uma em especial. Chama-se “Movimento” e está em meu cd “O Centro Está Em Todas As Partes”. Penso que seja minha melhor canção.
Quando você volta para Santo André para alegrar nossa cidade e encher nossos ouvidos de boa música?
Estou sempre voltando a Santo André, terra onde tenho amigos e família. É aquela velha ligação com o rio de nossa aldeia, ainda que seja o Tamanduateí...
Quais são os seus ídolos da vida?
Acho que não tenho ídolos, no sentido corrente da palavra. As pessoas que admiro são demasiado humanas, e eu as vejo assim.
Além da música, você se dedica a algum outro tipo de arte?
Sim. Gosto de literatura, de desenhar, pintar e ultimamente venho me dedicando à videoarte. Também tenho uma ligação muito forte com o teatro.
Qual canção de outro compositor que você gostaria de ter composto?
Muitas. Gostaria de ter composto “Carinhoso”, do Pixinguinha. Também gostaria de ter composto “Parabéns a Você”, mas desde que pudesse receber os direitos autorais pelas execuções.
Qual palavra faz você pensar em felicidade?
A palavra felicidade.
Fazer arte é colaborar para um mundo melhor?
Acredito que sim, num certo sentido. Penso que a Arte não deve ter compromisso de antemão com nada, nem mesmo com um mundo melhor. A função dela é oferecer um tipo de lente muito específico, pela qual podemos observar as coisas. Penso que o exercício deste tipo de observação ajuda a melhorar o mundo.
Quando você compõe em parceria, você contribui com a música e a letra ou vice-versa?
Depende muito da ocasião e do parceiro. Costumo compor tanto letra como música, então às vezes recebo letras para musicar, e em outras, música para letrar. E outras vezes ainda as coisas ocorrem junto, com cada parceiro contribuindo com um pedaço da canção.
Em sua opinião, tudo pode virar música ou poesia?
Imagino que sim. Poesia come de tudo. E a música melhora o sabor.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sol entre noites
www.ficcoes.com.br/livros/noites.html
Whisner Fraga lança um tema em Sol entre noites, mas cabe ao leitor decidir se irá encará-lo como proposto, ou se, diante de tal jornada, escolherá dividir-se para encarar as – e trafegar pelas – bifurcações que encontrar pelo caminho. Porque esta trama – emaranhada em uma pontuação que indica o ritmo, como se fosse a batuta do maestro cadenciando o silêncio ao ar – requer a entrega de quem não apenas abre o livro e coloca os olhos nas palavras, mas também daquele que mergulha nas páginas a ponto de se misturar a elas. O tema, a imigração libanesa no Brasil, já foi abordado pelo autor em seu emblemático Abismo poente, também publicado pela Ficções Editora, em 2009. Porém Sol entre noites não é apenas a continuação. Há na sua identidade o peso que o ser humano carrega ao ser alvejado pelo sentimento de não pertencer, e não apenas a um país. Este livro não é continuação... Deleita-se na continuidade.terça-feira, 4 de outubro de 2011
Estreias
O que há em comum entre as três séries são os seus protagonistas de cinema. Em Homeland, uma adaptação da série israelense Hatufim/Prisoners of War, Damien Lewis, ótimo ator que trabalhou na série Life e na minissérie Band of Brothers, divide a cena com Claire Daines, que se destacou em filmes como A Viagem (Brokedown Palace), Garota da Vitrine (Shopgirl) e Mod Squad (The Mod Squad). Lewis participou de vários filmes para a tevê, e também pode ser visto nos filmes Um Lugar Para Recomeçar (Na Unfinished Life) e O Apanhador de Sonhos (Dreamcatcher).
Em Person of Interest, além do sempre competente Michael Emerson, o Benjamin Linus de Lost, e J. J. Abrahms (Lost/Fringe) como produtor executivo, a série conta com Jim Caviezel, ator que tem uma lista honrosa de ótimos filmes, entre eles Alta Frequência (Frequency), O Conde de Monte Cristo (The Count of Monte Cristo), A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) e Olhar de Anjo (Angel Eyes). Sou suspeita em dizer, por ser fã dos dois atores, mas digo mesmo assim: Jim Caviezel e Michael Emerson estão muito bem, obrigada, nesta série.
A Gifted Man pode contar com um quê sobrenatural, afinal, há um espírito que conversa com o protagonista da série. Porém, o tema em nada nos faz lembrar de séries como Medium e Ghost Whisperer. A atuação de Patrick Wilson, de Pecados Íntimos (Little Children), Menina Má.Com (Hardy Candy) e O Vizinho (Lakeview Terrace), dá credibilidade à série e o tom de drama a respeito de um homem que sempre manteve o trabalho em primeiro plano, por isso é bom no que faz, e que por influência da ex-mulher, uma humanista, passa a perceber o mundo além das paredes de sua clínica ou de seu apartamento.quinta-feira, 7 de julho de 2011
Como viver sem limites?

A vida de Eddie muda completamente quando ele reencontra um velho amigo, que lhe apresenta um medicamento capaz de fazer com que uma pessoa use 100% do seu cérebro. O escritor com bloqueio criativo, de repente, consegue se lembrar de tudo o que leu, ouviu, viveu em toda a sua vida.
A verdadeira trama por detrás da história de um escritor que não consegue escrever se mostra extremamente atraente, e Cooper consegue dar vida a um homem diferente daquele que vemos no começo do filme. A fragilidade do escritor vai se dissipando, e a segurança deste novo homem, amparado por um medicamento que não é comercializado, mas, ele descobre mais tarde, é disputado por muitos, é abalada diversas vezes. E o mais impressionante é como o personagem lida com tal questão. O desfecho do filme é impecável.quarta-feira, 8 de junho de 2011
Comédia com quê de humor negro
Paul Rudd é daqueles atores versáteis, apesar de ser mais do que clara a sua tendência a enriquecer as comédias. E não falo apenas das comédias românticas, como a adorável A razão do meu afeto (The Object of My Affection/1998), ou sobre a sua participação na série Friends, como Mike Hannigan, que se casa com Phoeb. Em filmes como Eu te amo, cara (I Love You, Man/2009), quando o personagem Peter Klaven se dá conta de que é amigo apenas das amigas de sua noiva, e que não tem um amigo para chamar para ser seu padrinho, e sai caçando alguém para ocupar o cargo, Rudd consegue a façanha de ser engraçado de um jeito tão dramático e peculiar, que não há como não reconhecê-lo como o grande ator que é.










